O prazo dos bancos acabou. Pela MP, o valor que não foi devolvido vai para uma conta na Caixa, mas até 21/10 nem a Caixa nem a Fazenda tinham publicado como o apostador consulta ou recebe.
Pelo último balanço oficial, de 10/10, mais de R$ 1 bilhão já tinha voltado aos apostadores. Oito empresas não enviaram aos bancos as informações para a devolução.
Pela MP 1.394, as 85 autorizações federais deixam de existir 30 dias depois da publicação, sem devolução do valor pago. As empresas continuam obrigadas a devolver saldos, guardar dados e pagar tributos.
O prazo para propor mudanças terminou em 13/10. Em 21/10, a comissão mista que deve analisar a MP ainda aguardava instalação, a menos de três semanas de a medida passar a trancar a pauta.
O Ministério da Justiça contabiliza 16.627 sites e 3.691 perfis, grupos e servidores de apostas ilegais encaminhados para bloqueio desde a MP. São encaminhamentos, não sites já derrubados.
Bloqueio de endereços, corte de pagamentos, dever das plataformas digitais e perda de valores de operadores irregulares. E por que o apostador fica sem proteção nesses sites.
Até 21/10/2026, o ministro Luiz Fux não havia decidido os pedidos de suspensão da MP 1.394 no STF. Na Justiça Federal, a liminar que deixava a Stake operar até 25/10 foi suspensa pelo TRF3 em 09/10.